sexta-feira, 27 de novembro de 2009

quanto vale a terapia?


O CRP disponibiliza uma tabela de honorários em Psicologia como referência para a cobrança dos serviços. Sua ultima atualização foi em agosto de 2007. Nessa época, o valor mínimo era de R$81,62, o médio R$122,00 e o máximo de R$139,93. Olhando por aí até parece fácil. Existe uma tabela, vamos segui-la.
Existem Clinicas Sociais que cobram R$5,00 por sessão, mas existe também profissionais que cobram R$200,00; R$300,00 ou até R$500,00 a sessão. Também conheço terapeutas que cobram valores que variam entre R$5,00 e R$200,00. Eu, particularmente, não me disponho a trabalhar por tão pouco (mas trabalho voluntariamente em uma instituição), mas também não deixaria desamparado um cliente meu que perdesse o emprego.
Pensando um pouco no terapeuta que cobra R$500,00, pode parecer absurdo. Mas talvez não, porque se eles cobram, existe quem pague ou até mesmo quem precisa pagar um valor desses para poder valorizar o trabalho terapêutico. Aí entramos em um outro mérito. Não consigo imaginar um bom terapeuta que não seja apaixonado pelo seu trabalho, e consequentemente apaixonado em ver o resultado e melhora de seus clientes. Aqui entra uma outra "moeda" com a qual se paga a terapia. O seu real envolvimento e dedicação em melhorar. Isso não significa que temos que melhorar rápido, pois cada um tem seu rítmo, mas sim que estamos verdadeiramente empenhados nesse processo.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Apenas Compartilhado:

"No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho e até que o EDMR fez das pedras o melhor do caminho". L.H.
Fonte: Comentário à Entrevista dada pela Psicóloga Rosângela Regiani ao site O Granadeiro

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Psicólogo Intimidade Paciente!!!


Um dia desses, estava navegando nos relatórios de visita do blog e vi que alguém o havia encontrado através da seguinte busca no google: "psicologo intimidade paciente".
Poderíamos dizer que a pessoa que, por ventura se sentiu intimidada, estava expressando sua resistência ao tratamento. Bem, isso até pode ser verdade, mas prefiro explorar outros lados da questão.
Lembrei do Livro "Como Falhar na Relação" que aborda o outro lado da questão. Nós psicólogos somos humanos, ainda bem, e consequentemente erramos, como qualquer outro ser humano. Mas o pior de todos os erros é não admitirmos que somos passíveis de errar e, ao pensar dessa forma, aprendemos cada vez menos com nossos erros e, consequentemente, erramos mais.
Mas, levando esse pensamento além, temos que nos permitir errar, e principalmente, aprender com nossos erros e estarmos cada vez mais preparados, seja para nosso trabalho, relacionamentos pessoais ou até mesmo atividades de lazer.

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Brincar de Viver

Deveríamos aprender mais com as crianças, ou talvez não aprender tanto com os adultos!!
Vocês já observaram a seriedade com que uma criança brinca? Como aquilo é tudo de mais importante para ela? Mas, ao mesmo tempo, quando tem de mudar de atividade, mesmo que chore por um tempo, rapidamente ela está brincando de novo, com toda seriedade, uma nova brincadeira.
Porque será que perdemos essa nossa capacidade de nos readaptarmos, de recriar novas realidades com o que temos em mãos?
Tendemos sim a nos acomodar, a nos acostumar até com o que não gostamos. E até nos apegamos com medo do novo não ser melhor, ou dar muito trabalho.
Hoje tem-se falado em Gestão da Mudança!!! Mas o que será isso se não nos permitir o novo, experimentar!!! Vamos arriscar, conscientes sim, mas não engessados pela conserva. Vamos brincar com a vida, brincar com a seriedade de uma criança e a sabedoria de um adulto.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

O que busco em um terapeuta


Em uma lista de profissionais de psicologia que participo, havia uma discussão sobre posturas “excessivamente técnicas” na condução de um caso psicoterapêutico. A fala de uma de nossas colegas me emocionou em especial, de forma que resolvi publicar no blog:

"Eu, ???????*, paciente, não busco exatamente um técnico, ou um terapeuta que tem puramente conhecimentos em procedimentos objetivos e/ou teorias; procuro muito mais aquele cujas vivências pessoais o tornam capaz de despertar em mim este "desejo de renovação", o impulso para o equilíbrio e a maturidade para lidar com meus próprios sofrimentos. Para lidar com estes sofrimentos, quero um psicoterapeuta que tenha sim, alguns conhecimentos teóricos e que saiba (ou não), utilizar técnicas universalmente reconhecidas, mas que seja tão humano quanto eu. Felizmente, existem terapeutas assim: que têm seu jeito particular, pessoal, e que num toque de pura humanidade fazem a diferença entre uma pessoa escondida atrás de uma credencial, um autômato, um literato, uma enciclopédia, um manual de instruções. E, simplesmente, um bom profissional que com honestidade me consola, com transparência de idéias me alivia; que escuta, de fato, olha e vê minhas necessidades, num espaço onde há compreensão e aceitação, mútuas. Demonstrando que também tem emoções, me desarma de minhas defesas inúteis e, assim, proporciona confiança e conforto suficientes para que eu possa me reorganizar.

São referências como essas que me embasam para não fazer de minha profissão o agir sem emoções e com distanciamento excessivo, que é, talvez, o que muitas vezes caracteriza o 'excessivamente técnico' sobre o qual você falou."

* O nome da terapeuta foi ocultado pois não consegue contatá-la para autorizar a divulgação.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Viver o aqui e agora

Quando li o texto Da obrigatoriedade do sucesso, fiquei muito tocado. Realmente vivemos uma absurda pressão para sermos felizes, perfeitos e bem sucedidos. Toda essa cobrança pode nos fazer perder de vista nossa própria vida. Vivemos com olho em um futuro que devemos conquistar e perdemos a oportunidade de aprender com nossos próprios erros.
Mas o que será que temos em mãos? será que não estamos deixando de aproveitar o que temos hoje ao nos preocupar demais com o que "temos de ter". Se vivermos o agora, podemos aproveitar nossos tropeços e observar que eles nos mostram a vida a partir de um novo ângulo. Que nós temos e podemos crescer com isso. Na verdade, hoje em dia, ainda aprendemos muito mais com a dor, mas mesmo assim desperdiçamos essas oportunidade ao querer esquecer o erro e olharmos novamente para um ideal.
Com tudo isso perdemos nossa criatividade e espontaneidade, concentrando-nos no que passou e no que dizem que temos que conquistar. Mas será que realmente temos? Temos mesmo é que viver melhor o nosso dia, com o que temos. Sonhando sim, e muito. Mas sonhando um futuro com os pés no presente para podermos construir um caminho real e feliz até lá, aproveitando cada momento desta caminhada. Pois é na caminhada que está a vida.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Parecer do CRP/CFP para EMDR


Como o EMDR* é uma técnica relativamente nova, principalmente no Brasil, ainda não existia nenhum parecer ou posição do Conselho de Psicologia que validasse ou recomendasse o seu uso, apesar do emprego por parte psicoterapeutas de renome em todo o país, bem como em Programas de Ajuda Humanitária como na catástrofe em Florianópolis, no final de 2008. Há poucas semanas foi divulgado o primeiro parecer favorável ao uso do EMDR no Brasil. Temos que entender que este é um cuidado importante do Conselho de Psicologia em verificar a consistência teórica e prática das técnicas antes de validá-las. Lembro que apesar da literatura brasileira ainda ser escassa em relação ao tema, nas consultas de revistas internacionais indexadas, encontramos diversos artigos comprovando a eficácia do EMDR. Está na hora de produzirmos mais com base em trabalhos realizados no Brasil!!!

O parecer pode ser visto na integra aqui

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Psicopatia x Esperteza

Dias atrás recebi um convite para comentar um “caso”1 de Florianópolis descrito no blog: http://desviospsicologicos.blogspot.com/.

A psicopatia é denominada pelo CID102 como F60.2 - PERSONALIDADE DISSOCIAL: Transtorno de personalidade caracterizado por um desprezo das obrigações sociais, falta de empatia para com os outros. Há um desvio considerável entre o comportamento e as normas sociais estabelecidas.

Ou seja, a pessoa sabe que é errado, mas não sente nenhum remorso ou culpa em atingir e prejudicar outras pessoas.

Toda vez que penso sobre psicopatias, me lembro dos políticos corruptos!!! Mas lembrando também do texto Precisa-se de matéria prima para construir um País penso no quanto a valorização do se dar bem e da impunidade estimulam cada vez mais o descompromisso com o social e com o outro ao nosso lado, sejam desconhecidos, vizinhos ou familiares.

Bem, essa reflexão nem de longe esgota as possibilidades do caso comentado no blog.



1. coloco entre aspas por não se tratar de um caso terapêutico e sim do relato de uma situação.

2. CID10: código internacional de doenças