Você tem interesse em se conhecer melhor?
Entender porque às vezes se comporta de uma forma que não gostaria?
Aprender a mudar essa situação?
Se sentir melhor na vida?
A psicoterapia existe para isso!!!
Agende uma entrevista inicial pelo Telefone:
31-3588 3364
Ou entre em contato pelo nosso fomulário
.
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Também gostamos de saber das conquistas
Na prática clínica, nossos clientes nos trazem problemas, dificuldades e barreiras que enfrentam no seu dia a dia. Claro que estamos aqui para ouvir e auxiliar com essas questões. Afinal de contas, se não fosse por esses problemas, nós, terapeutas, não seríamos procurados. Mas o que acontece é que, se não perguntarmos, os clientes dificilmente trazem de forma espontânea os resultados e conquistas alcançados.
Se eu estivesse escrevendo para Psicólogos e Terapeutas, abordaria a importância de sabermos dos resultados para confirmar se estamos ou não no caminho certo. Ou também poderia abordar o quanto isso é fundamental para o trabalho ao valorizar as conquistas alcançadas, enquanto método de fortalecimento e busca de melhoras. Mas como meu público é outro, gostaria apenas de lembrar que terapeuta também é ser humano e, como qualquer outro, gosta de saber do resultado do seu trabalho, ainda mais quando este trabalho é de parceria.
Se eu estivesse escrevendo para Psicólogos e Terapeutas, abordaria a importância de sabermos dos resultados para confirmar se estamos ou não no caminho certo. Ou também poderia abordar o quanto isso é fundamental para o trabalho ao valorizar as conquistas alcançadas, enquanto método de fortalecimento e busca de melhoras. Mas como meu público é outro, gostaria apenas de lembrar que terapeuta também é ser humano e, como qualquer outro, gosta de saber do resultado do seu trabalho, ainda mais quando este trabalho é de parceria.
domingo, 20 de dezembro de 2009
Separação
Quanto ainda existe de tabu na relação entre separação e criação dos filhos!!!É claro que não devemos ser radicais de dizer que para uma boa educação dos filhos não é importante um casal afetuoso e estável, que dê segurança e amor aos filhos. Mas infelizmente, ainda hoje vemos casais mantendo relacionamentos com base na distorção desse princípio. Deixe-me explicar o porque da palavra distorção:
Pensando nas palavras "casal afetuoso e estável" não estamos falando de um relacionamento perfeito, afinal de contas, por mais harmoniosa que seja uma relação, ela precisa de discussões e negociações para garantir a individualidade de cada um. Mas estamos falando de um mínimo de afeto e respeito.
Em geral, quando um casal decide se manter junto com essa 'desculpa', ele provavelmente não negociou os problemas existentes, apenas os colocou embaixo do tapete. Quando os problemas do casal são colocados dessa forma, em detrimento da 'criação dos filhos', é comum que o respeito e o afeto se desgastem. Afinal de contas, aquela sujeira está 'lá embaixo' fedendo ou mofando homeopaticamente. Esse tipo de atitude é apenas mais um passo para minar as possibilidade de reconstrução da relação, pois manter a relação com base apenas nos filhos é se esconder um do outro.
Mas afinal de contas, que exemplo você quer deixar para seus filhos? Que você teve um casamento de 50 anos aos trancos e barrancos ou que você é feliz apesar das dificuldades?
Mas entendam que 'ser feliz apesar das dificuldade' não significa separar, e sim ter a coragem de aceitar essa possibilidade e encarar o relacionamento de frente.
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
UOL Ciência e Saúde e EMDR
Ontem a UOL Ciência e Saúde publicou 3 matérias interessantes para quem quer conhecer um pouco sobre o EMDR.
16/12/2009 - 11h00
Terapia trata traumas com movimento dos olhos
Terapia pode ser útil para tratar depressão, diz psiquiatra
Entenda como são as sessões de EMDR
Por Cristina Almeida
16/12/2009 - 11h00
Terapia trata traumas com movimento dos olhos
Terapia pode ser útil para tratar depressão, diz psiquiatra
Entenda como são as sessões de EMDR
Por Cristina Almeida
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Terapia e parceria
A parceria terapêutica existe na relação entre Cliente e Terapeuta, e é fundamental para que existam resultados nesse processo. Será que adiantaria o terapeuta ter um relato completo e detalhado da vida do cliente, fazer um plano de tratamento com todos os passos que devem ser seguidos e, simplesmente, passar semana após semana para que seja executado? Vejamos um exemplo: suponhamos que alguém chega no meu consultório se queixando da esposa e do quanto ela é parecida com sua mãe, principalmente naquilo que o incomoda. Um ótimo caminho seria trabalhar com os sentimentos dessa pessoa em relação a sua mãe. Mas aí eu pergunto, será que a pessoa está afim disso? Ou, na verdade, o objetivo é a esposa? Seria benéfico que eu, enquanto terapeuta, definisse o que é melhor, se esse melhor não faz parte do desejo da pessoa que me procurou?
Entendem assim qual a importância desse aspecto da parceria que estou tentando abordar?
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Aprender com os Animais
Li no blog desviospsicologicos.blogspot.com um comentário dizendo que deveríamos "'aprender' com os animais". A pessoa se referia a como uma matilha mataria uma loba que fizesse algo que prejudicasse o grupo, em alusão aos questionamentos sobre o comportamento de uma mulher. Pensando na barbarie que vivemos, não sei porque me surpreendo com esse tipo de pensamento. Mas, pensando melhor, espero nunca deixar de me espantar com esse tipo de postura, pois tenho a esperança de que um dia a ideologia do "Olho por Olho, Dente por Dente" deixe de fazer parte da nossa sociedade.
Não somos perfeitos e nem pretendo defender uma suposta santidade distante de nossa realidade, mas acredito que se queremos melhorar a sociedade em que vivemos, temos que aprender a lidar com o diferente, seja para respeitar ou possibilitar que a pessoa aprenda uma postura melhor.
Para quem gosta de seriados de televisão, lembrando de Smallville, Clark Kent é tão perfeito que até lembra a música "Tão"(Chata) de Rita Lee. Mas voltando ao nosso "Olho por Olho, Dente por Dente", em diversos momento, chegamos a crer que Lex Lutor ou seu pai, Lionel, acreditam defender a terra de algum perigo. Tudo bem, sei que é ficção, mas você nunca viu ninguém defendendo uma ideia com uma determinada postura que, do seu ponto de vista, aquela posição vai contra e não a favor do que a pessoa acredita defender?
Não somos perfeitos e nem pretendo defender uma suposta santidade distante de nossa realidade, mas acredito que se queremos melhorar a sociedade em que vivemos, temos que aprender a lidar com o diferente, seja para respeitar ou possibilitar que a pessoa aprenda uma postura melhor.
Para quem gosta de seriados de televisão, lembrando de Smallville, Clark Kent é tão perfeito que até lembra a música "Tão"(Chata) de Rita Lee. Mas voltando ao nosso "Olho por Olho, Dente por Dente", em diversos momento, chegamos a crer que Lex Lutor ou seu pai, Lionel, acreditam defender a terra de algum perigo. Tudo bem, sei que é ficção, mas você nunca viu ninguém defendendo uma ideia com uma determinada postura que, do seu ponto de vista, aquela posição vai contra e não a favor do que a pessoa acredita defender?
sexta-feira, 4 de dezembro de 2009
Reportagem sobre EMDR* e PTSD**
Hoje recebi o link dessa reportagem e achei que valia a pena compartilhar com vocês. Para quem tem uma noção de Inglês (está sem legenda), é bem interessante. Aborda um pouco as questões neurológicas do EMDR.
* Eye Movement Desensitization and Reprocessing ou Desensibilização e Reprocessamento por Movimento Oculares
** Transtorno de Estresse Pós-Traumático
* Eye Movement Desensitization and Reprocessing ou Desensibilização e Reprocessamento por Movimento Oculares
** Transtorno de Estresse Pós-Traumático
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Programa de Ajuda Humanitária EMDR
Cada dia fico mais encantado com o trabalho de Ajuda Humanitária promovido pelo grupo de Psicoterapeutas em EMDR, liderado pela Psicodramamatista e terapeuta em EMDR Ana Maria Zampieri. No início de dezembro, um grupo formado por cerca de 20 terapeutas em EMDR, desenvolverá um trabalho volutário junto às vítimas do tornado que atingiu a cidade de GUARACIABA, no interior de Santa Catariana, em setembro deste ano.
Esse trabalho começou de forma mais intensa depois dos desastres naturais que assolaram Santa Catarina no final do ano passado. Muitas das ações, assim como a que acontecerá agora, contam com apoio de entidades como o Rotary e a Aeronáutica Brasileira.
O principal objetivo do trabalho é proporcionar a dessensibilização e o reprocessamento através do EMDR para o trauma vivido. Se, com esse trabalho, podemos minimizar os impactos psicológicos gerados pela catástrofe, com certeza o ganho dará força para que as pessoas possam reconstruir suas vidas apesar do acontecido.
Os casos relatados nas supervisões são emocionantes. Gostaria muito de poder participar, mas infelizmente ainda não será dessa vez. Porém, assim que tiver a oportunidade, faço questão de colaborar com o trabalho.
Esse trabalho começou de forma mais intensa depois dos desastres naturais que assolaram Santa Catarina no final do ano passado. Muitas das ações, assim como a que acontecerá agora, contam com apoio de entidades como o Rotary e a Aeronáutica Brasileira.
O principal objetivo do trabalho é proporcionar a dessensibilização e o reprocessamento através do EMDR para o trauma vivido. Se, com esse trabalho, podemos minimizar os impactos psicológicos gerados pela catástrofe, com certeza o ganho dará força para que as pessoas possam reconstruir suas vidas apesar do acontecido.
Os casos relatados nas supervisões são emocionantes. Gostaria muito de poder participar, mas infelizmente ainda não será dessa vez. Porém, assim que tiver a oportunidade, faço questão de colaborar com o trabalho.
sexta-feira, 27 de novembro de 2009
quanto vale a terapia?

O CRP disponibiliza uma tabela de honorários em Psicologia como referência para a cobrança dos serviços. Sua ultima atualização foi em agosto de 2007. Nessa época, o valor mínimo era de R$81,62, o médio R$122,00 e o máximo de R$139,93. Olhando por aí até parece fácil. Existe uma tabela, vamos segui-la.
Existem Clinicas Sociais que cobram R$5,00 por sessão, mas existe também profissionais que cobram R$200,00; R$300,00 ou até R$500,00 a sessão. Também conheço terapeutas que cobram valores que variam entre R$5,00 e R$200,00. Eu, particularmente, não me disponho a trabalhar por tão pouco (mas trabalho voluntariamente em uma instituição), mas também não deixaria desamparado um cliente meu que perdesse o emprego.
Pensando um pouco no terapeuta que cobra R$500,00, pode parecer absurdo. Mas talvez não, porque se eles cobram, existe quem pague ou até mesmo quem precisa pagar um valor desses para poder valorizar o trabalho terapêutico. Aí entramos em um outro mérito. Não consigo imaginar um bom terapeuta que não seja apaixonado pelo seu trabalho, e consequentemente apaixonado em ver o resultado e melhora de seus clientes. Aqui entra uma outra "moeda" com a qual se paga a terapia. O seu real envolvimento e dedicação em melhorar. Isso não significa que temos que melhorar rápido, pois cada um tem seu rítmo, mas sim que estamos verdadeiramente empenhados nesse processo.
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Apenas Compartilhado:
"No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho e até que o EDMR fez das pedras o melhor do caminho". L.H.
Fonte: Comentário à Entrevista dada pela Psicóloga Rosângela Regiani ao site O Granadeiro
Fonte: Comentário à Entrevista dada pela Psicóloga Rosângela Regiani ao site O Granadeiro
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
Psicólogo Intimidade Paciente!!!

Um dia desses, estava navegando nos relatórios de visita do blog e vi que alguém o havia encontrado através da seguinte busca no google: "psicologo intimidade paciente".
Poderíamos dizer que a pessoa que, por ventura se sentiu intimidada, estava expressando sua resistência ao tratamento. Bem, isso até pode ser verdade, mas prefiro explorar outros lados da questão.
Lembrei do Livro "Como Falhar na Relação" que aborda o outro lado da questão. Nós psicólogos somos humanos, ainda bem, e consequentemente erramos, como qualquer outro ser humano. Mas o pior de todos os erros é não admitirmos que somos passíveis de errar e, ao pensar dessa forma, aprendemos cada vez menos com nossos erros e, consequentemente, erramos mais.
Mas, levando esse pensamento além, temos que nos permitir errar, e principalmente, aprender com nossos erros e estarmos cada vez mais preparados, seja para nosso trabalho, relacionamentos pessoais ou até mesmo atividades de lazer.
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Brincar de Viver
Deveríamos aprender mais com as crianças, ou talvez não aprender tanto com os adultos!!
Vocês já observaram a seriedade com que uma criança brinca? Como aquilo é tudo de mais importante para ela? Mas, ao mesmo tempo, quando tem de mudar de atividade, mesmo que chore por um tempo, rapidamente ela está brincando de novo, com toda seriedade, uma nova brincadeira.
Porque será que perdemos essa nossa capacidade de nos readaptarmos, de recriar novas realidades com o que temos em mãos?
Tendemos sim a nos acomodar, a nos acostumar até com o que não gostamos. E até nos apegamos com medo do novo não ser melhor, ou dar muito trabalho.
Hoje tem-se falado em Gestão da Mudança!!! Mas o que será isso se não nos permitir o novo, experimentar!!! Vamos arriscar, conscientes sim, mas não engessados pela conserva. Vamos brincar com a vida, brincar com a seriedade de uma criança e a sabedoria de um adulto.
Vocês já observaram a seriedade com que uma criança brinca? Como aquilo é tudo de mais importante para ela? Mas, ao mesmo tempo, quando tem de mudar de atividade, mesmo que chore por um tempo, rapidamente ela está brincando de novo, com toda seriedade, uma nova brincadeira.
Porque será que perdemos essa nossa capacidade de nos readaptarmos, de recriar novas realidades com o que temos em mãos?
Tendemos sim a nos acomodar, a nos acostumar até com o que não gostamos. E até nos apegamos com medo do novo não ser melhor, ou dar muito trabalho.
Hoje tem-se falado em Gestão da Mudança!!! Mas o que será isso se não nos permitir o novo, experimentar!!! Vamos arriscar, conscientes sim, mas não engessados pela conserva. Vamos brincar com a vida, brincar com a seriedade de uma criança e a sabedoria de um adulto.
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
O que busco em um terapeuta

Em uma lista de profissionais de psicologia que participo, havia uma discussão sobre posturas “excessivamente técnicas” na condução de um caso psicoterapêutico. A fala de uma de nossas colegas me emocionou em especial, de forma que resolvi publicar no blog:
"Eu, ???????*, paciente, não busco exatamente um técnico, ou um terapeuta que tem puramente conhecimentos em procedimentos objetivos e/ou teorias; procuro muito mais aquele cujas vivências pessoais o tornam capaz de despertar em mim este "desejo de renovação", o impulso para o equilíbrio e a maturidade para lidar com meus próprios sofrimentos. Para lidar com estes sofrimentos, quero um psicoterapeuta que tenha sim, alguns conhecimentos teóricos e que saiba (ou não), utilizar técnicas universalmente reconhecidas, mas que seja tão humano quanto eu. Felizmente, existem terapeutas assim: que têm seu jeito particular, pessoal, e que num toque de pura humanidade fazem a diferença entre uma pessoa escondida atrás de uma credencial, um autômato, um literato, uma enciclopédia, um manual de instruções. E, simplesmente, um bom profissional que com honestidade me consola, com transparência de idéias me alivia; que escuta, de fato, olha e vê minhas necessidades, num espaço onde há compreensão e aceitação, mútuas. Demonstrando que também tem emoções, me desarma de minhas defesas inúteis e, assim, proporciona confiança e conforto suficientes para que eu possa me reorganizar.
São referências como essas que me embasam para não fazer de minha profissão o agir sem emoções e com distanciamento excessivo, que é, talvez, o que muitas vezes caracteriza o 'excessivamente técnico' sobre o qual você falou."
* O nome da terapeuta foi ocultado pois não consegue contatá-la para autorizar a divulgação.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Viver o aqui e agora
Quando li o texto Da obrigatoriedade do sucesso, fiquei muito tocado. Realmente vivemos uma absurda pressão para sermos felizes, perfeitos e bem sucedidos. Toda essa cobrança pode nos fazer perder de vista nossa própria vida. Vivemos com olho em um futuro que devemos conquistar e perdemos a oportunidade de aprender com nossos próprios erros.
Mas o que será que temos em mãos? será que não estamos deixando de aproveitar o que temos hoje ao nos preocupar demais com o que "temos de ter". Se vivermos o agora, podemos aproveitar nossos tropeços e observar que eles nos mostram a vida a partir de um novo ângulo. Que nós temos e podemos crescer com isso. Na verdade, hoje em dia, ainda aprendemos muito mais com a dor, mas mesmo assim desperdiçamos essas oportunidade ao querer esquecer o erro e olharmos novamente para um ideal.
Com tudo isso perdemos nossa criatividade e espontaneidade, concentrando-nos no que passou e no que dizem que temos que conquistar. Mas será que realmente temos? Temos mesmo é que viver melhor o nosso dia, com o que temos. Sonhando sim, e muito. Mas sonhando um futuro com os pés no presente para podermos construir um caminho real e feliz até lá, aproveitando cada momento desta caminhada. Pois é na caminhada que está a vida.
Mas o que será que temos em mãos? será que não estamos deixando de aproveitar o que temos hoje ao nos preocupar demais com o que "temos de ter". Se vivermos o agora, podemos aproveitar nossos tropeços e observar que eles nos mostram a vida a partir de um novo ângulo. Que nós temos e podemos crescer com isso. Na verdade, hoje em dia, ainda aprendemos muito mais com a dor, mas mesmo assim desperdiçamos essas oportunidade ao querer esquecer o erro e olharmos novamente para um ideal.
Com tudo isso perdemos nossa criatividade e espontaneidade, concentrando-nos no que passou e no que dizem que temos que conquistar. Mas será que realmente temos? Temos mesmo é que viver melhor o nosso dia, com o que temos. Sonhando sim, e muito. Mas sonhando um futuro com os pés no presente para podermos construir um caminho real e feliz até lá, aproveitando cada momento desta caminhada. Pois é na caminhada que está a vida.
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Parecer do CRP/CFP para EMDR

Como o EMDR* é uma técnica relativamente nova, principalmente no Brasil, ainda não existia nenhum parecer ou posição do Conselho de Psicologia que validasse ou recomendasse o seu uso, apesar do emprego por parte psicoterapeutas de renome em todo o país, bem como em Programas de Ajuda Humanitária como na catástrofe em Florianópolis, no final de 2008. Há poucas semanas foi divulgado o primeiro parecer favorável ao uso do EMDR no Brasil. Temos que entender que este é um cuidado importante do Conselho de Psicologia em verificar a consistência teórica e prática das técnicas antes de validá-las. Lembro que apesar da literatura brasileira ainda ser escassa em relação ao tema, nas consultas de revistas internacionais indexadas, encontramos diversos artigos comprovando a eficácia do EMDR. Está na hora de produzirmos mais com base em trabalhos realizados no Brasil!!!
O parecer pode ser visto na integra aqui
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Psicopatia x Esperteza
Dias atrás recebi um convite para comentar um “caso”1 de Florianópolis descrito no blog: http://desviospsicologicos.blogspot.com/.
A psicopatia é denominada pelo CID102 como F60.2 - PERSONALIDADE DISSOCIAL: Transtorno de personalidade caracterizado por um desprezo das obrigações sociais, falta de empatia para com os outros. Há um desvio considerável entre o comportamento e as normas sociais estabelecidas.
Ou seja, a pessoa sabe que é errado, mas não sente nenhum remorso ou culpa em atingir e prejudicar outras pessoas.
Toda vez que penso sobre psicopatias, me lembro dos políticos corruptos!!! Mas lembrando também do texto Precisa-se de matéria prima para construir um País penso no quanto a valorização do se dar bem e da impunidade estimulam cada vez mais o descompromisso com o social e com o outro ao nosso lado, sejam desconhecidos, vizinhos ou familiares.
Bem, essa reflexão nem de longe esgota as possibilidades do caso comentado no blog.
1. coloco entre aspas por não se tratar de um caso terapêutico e sim do relato de uma situação.
2. CID10: código internacional de doenças
A psicopatia é denominada pelo CID102 como F60.2 - PERSONALIDADE DISSOCIAL: Transtorno de personalidade caracterizado por um desprezo das obrigações sociais, falta de empatia para com os outros. Há um desvio considerável entre o comportamento e as normas sociais estabelecidas.
Ou seja, a pessoa sabe que é errado, mas não sente nenhum remorso ou culpa em atingir e prejudicar outras pessoas.
Toda vez que penso sobre psicopatias, me lembro dos políticos corruptos!!! Mas lembrando também do texto Precisa-se de matéria prima para construir um País penso no quanto a valorização do se dar bem e da impunidade estimulam cada vez mais o descompromisso com o social e com o outro ao nosso lado, sejam desconhecidos, vizinhos ou familiares.
Bem, essa reflexão nem de longe esgota as possibilidades do caso comentado no blog.
1. coloco entre aspas por não se tratar de um caso terapêutico e sim do relato de uma situação.
2. CID10: código internacional de doenças
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Organização e Urgência

Quantas vezes adiamos coisas que queremos fazer porque surgiu algo pra resolver? Deixamos de estar próximos às pessoas que amamos porque as atividades e demandas do dia a dia nos consomem?
O Livro, "Mais Tempo Mais Dinheiro", de Gustavo Cerbassi e Christian Barbosa, apresenta uma boa forma de pensarmos a esse respeito com um olhar um pouco diferente, principalmente para quem está acostumado com o olhar da Psicologia e das Ciências Humanas.
É um bom exemplo, aplicado a finanças e organização do tempo, de o quanto não temos claro ou deixamos de lado nossos objetivo e de como agimos por demandas emergenciais, desviando o foco do que realmente queremos em nossas vidas. Vale a pena a reflexão!!!
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Papai, eu to com fome!!
Essa até parece uma frase comum, mas se pensarmos na criação de nossos pais (ou avós para os mais jovens), comida, o cuidar da casa e da família, eram responsabilidades exclusivas das mulheres. Pensando nisso, cada dia é mais fácil encontrarmos os homens assumindo as responsabilidades da criação dos filhos e da casa, tanto ou até mais, que as mulheres. Poderíamos dizer que esse é um avanço, uma conquista das mulheres. Será??
Acredito até que seja, mas não apenas das mulheres, mas dos homens também. O prazer e felicidade que um pai pode ter ao lado do seu filho e que até quase o final do século passado lhe era negado pois ele tinha a responsabilidade de 'colocar dinheiro dentro de casa' é uma dádiva para homem. Mas apesar da virada do século, muitos homens ainda não se deram conta do que estão perdendo. Acho sempre interessante parar para pensar.
Se você é pai, se sente próximo de seus filhos? Mesmo que sim, será que não poderia aproveitar ainda mais esses momentos?
Mas se você é mãe, acho que vale a pena pensar do mesmo modo, afinal de contas, não deixe que os papéis ditos 'masculinos' atrapalhem seu carinho e amor aos filhos.
Acredito até que seja, mas não apenas das mulheres, mas dos homens também. O prazer e felicidade que um pai pode ter ao lado do seu filho e que até quase o final do século passado lhe era negado pois ele tinha a responsabilidade de 'colocar dinheiro dentro de casa' é uma dádiva para homem. Mas apesar da virada do século, muitos homens ainda não se deram conta do que estão perdendo. Acho sempre interessante parar para pensar.
Se você é pai, se sente próximo de seus filhos? Mesmo que sim, será que não poderia aproveitar ainda mais esses momentos?
Mas se você é mãe, acho que vale a pena pensar do mesmo modo, afinal de contas, não deixe que os papéis ditos 'masculinos' atrapalhem seu carinho e amor aos filhos.
domingo, 18 de outubro de 2009
Adesão ao Tratamento
Muito se fala de resistência e adesão ao tratamento, seja na psicologia ou em outras áreas, como a medicina. No caso de doenças crônicas, em geral, esta é uma questão muito delicada. Mas não pretendo falar dos aspectos da adesão ao tratamento médico.
Pretendo falar do quanto nos apegamos a uma determinada forma de agir ou responder a uma situação. Se, em algum momento, aprendemos a reagir assim, de alguma forma isso nos foi útil. Talvez até tenha sido o que de melhor poderíamos ter feito naquela situação*. O problema não é termos agido dessa ou daquela maneira. O que nos atrapalha é continuar reagindo da mesma forma, sem ao menos conseguirmos ver a situação por outro ângulo. Muitas vezes não percebemos que fazemos isso ou, se percebemos, temos muita dificuldade em mudar. É como se o apego àquela situação ou forma de agir fosse mais forte que nós mesmos, como se ela estivesse entranhada em nosso corpo. A psicoterapia vem nos ajudar a entender e lidar com isso, abrindo a possibilidade de agirmos, ou nos permitir o direito de escolher como agir. Neste aspecto, o EMDR se mostra uma ferramenta fantástica.
Mas o que isso tem haver com adesão ao tratamento?
Quantas vezes temos que abrir mão de alguma coisa para seguirmos em frente? Escolher um caminho não implica em renunciar ao outro?
Então vamos ter coragem, coragem pra enfrentar, coragem para nos permitir escolher qual caminho queremos.
*Quando aplicamos EMDR, em geral isso aparece com muita clareza.
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Fantasma, cadê?? Já passou!!!
No dia a dia da clínica acabamos nos acostumando a determinados fantasmas de nossos clientes que, quando surgem, exigem que continuemos com calma, cautela. Afinal de contas, quem não tem um fantasma que, toda vez que aparece, faz com que a gente corra pra acender a luz e não poder mais vê-lo? Na verdade, a maioria das pessoas precisa espiar com calma esse fantasma, ir se aproximando devagar, para depois de algum tempo encará-lo de frente.
Mas como sempre, algumas pessoas nos surpreendem e, quando a gente se dá conta, ela já encarou o fantasma de frente e não nos cabe outra coisa a não ser estar ao lado para ajudar no que for necessário. São essas pessoas que nos mostram a força que o ser humano tem dentro de si e que, na verdade, os que ainda não conseguem encarar seus fantasmas, ainda não encontraram essa forma, e nós terapeutas temos que ajudá-los a encontrar. Mas essa força não está escondida, está dentro de cada um de nós, talvez apenas ofuscada pelos próprios fantasmas.
Mas como sempre, algumas pessoas nos surpreendem e, quando a gente se dá conta, ela já encarou o fantasma de frente e não nos cabe outra coisa a não ser estar ao lado para ajudar no que for necessário. São essas pessoas que nos mostram a força que o ser humano tem dentro de si e que, na verdade, os que ainda não conseguem encarar seus fantasmas, ainda não encontraram essa forma, e nós terapeutas temos que ajudá-los a encontrar. Mas essa força não está escondida, está dentro de cada um de nós, talvez apenas ofuscada pelos próprios fantasmas.
domingo, 11 de outubro de 2009
Novo Espaço Terapêutico
Meu objetivo, hoje, não é fazer com que vocês reflitam sobre um tema específico. Tudo bem, sei que este objetivo é um pouco pretensioso, mas na verdade é o que busco ao escrever por aqui. Mas voltando ao post de hoje, vou compartilhar uma importante conquista profissional. Esta semana começo a atender em um novo Espaço Terapêutico. Ainda não é a realização do sonho de ter uma clínica onde profissionais de diferentes áreas trabalham juntos, proporcionando o bem estar de nossos clientes, mas é o meu espaço, preparado com todo carinho para dar suporte às pessoas que me procuram com o objetivo de melhorar suas vidas.

A foto acima é da fachada do prédio, fica no bairro Santa Efigênia, região hospitalar de Belo Horizonte. Mas não pensem vocês que escolhi este lugar por ser região Hospitalar. Lógico que preciso de um bom ponto, onde as pessoas tenham acesso com facilidade. Mas escolhi essa região porque aqui eu posso ir a pé, que além de ser bom para a saúde é bom para o planeta.

E esta outra foto já é da minha nova sala. Ainda não está pronta, faltam alguns móveis que não chegaram, além de detalhes que tenho que ir montando com calma. Mas como é assim que está hoje, é assim que compartilho com vocês.
Obrigado pelo carinho de acompanharem o Blog.

A foto acima é da fachada do prédio, fica no bairro Santa Efigênia, região hospitalar de Belo Horizonte. Mas não pensem vocês que escolhi este lugar por ser região Hospitalar. Lógico que preciso de um bom ponto, onde as pessoas tenham acesso com facilidade. Mas escolhi essa região porque aqui eu posso ir a pé, que além de ser bom para a saúde é bom para o planeta.

E esta outra foto já é da minha nova sala. Ainda não está pronta, faltam alguns móveis que não chegaram, além de detalhes que tenho que ir montando com calma. Mas como é assim que está hoje, é assim que compartilho com vocês.
Obrigado pelo carinho de acompanharem o Blog.
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
Se me relaciono, logo existo!!!

Será possível imaginar um ser humano que não se relaciona? Como poderia um recém-nascido sobreviver sem que alguém cuide dele, sem aprender a se relacionar com essa pessoa? É nesse convívio que descobrimos e construirmos quem somos. Na verdade, mesmo antes do parto já estamos nos relacionando e respondendo aos estímulos da mãe e de pessoas mais próximas. O relacionar-se é tão inerente que, mesmo quando estamos sozinhos, nos relacionamos com nossas lembranças e sentimentos (ou seja, com nós mesmos).
Este é, para mim, um dos fundamentos que mais admiro no PSICODRAMA. Tudo para Morero1 parte das relações. Se crescemos, nos desenvolvemos, fazemos isso em relação. Se ficamos tristes ou felizes, isso surge na relação, no movimento que temos conosco e com os outros. E para isso, nada melhor do que: "sê espontâneo"2.
1-Principal autor do Psicodrama.
2-Jacob Levy Moreno1.
domingo, 4 de outubro de 2009
E se meu trabalho não me traz prazer?
O ideal é sempre buscar um trabalho prazeroso, mas nem sempre isso é possível, ou mesmo que estejamos nos movimentando para isso, será um longo caminho. Então o que fazer para que nosso trabalho atual seja o melhor possível?
Para isso temos que pensar...
Será que conhecemos o objetivo final do nosso trabalho? Se conhecemos, será que costumamos nos lembrar dele?
Quantas vezes a rotina do dia a dia nos engole com atividades burocráticas que nos distanciam desse significado? Ficamos envolvidos com pequenos afazeres que não fazem o menor significado quando olhamos isoladamente, mas será que sabemos o quanto ele é importante para o resultado final??
Se formos para qualquer UTI de um bom hospital, por exemplo, veremos um monte de profissionais, cada um com um diferente papel. Todos estão ali para dar suporte aos cuidados médicos. Então pensamos que só o médico tem importância. Mas é claro que não é tão simples assim. Se tirarmos o fisioterapeuta, quantos pacientes poderão morrer por complicações respiratórias? Sem a enfermagem, quem vai administrar a medicação e monitorar a cada instante a evolução do paciente? E mesmo a faxineira, a quem pouca importância é dada, será que o papel dela é tão simples assim? Será que se ela não souber da importância de uma limpeza diferenciada, específica para aquele ambiente, mesmo que tudo esteja aparentemente limpo, não poderá existir um grande risco de contaminação?
Se toda a equipe, do médico à faxineira, não tiver claro o objetivo maior que é a saúde do paciente, pequenas ações podem ser negligenciadas e ocasionar risco a esse objetivo maior.
Então, qual a importância do seu trabalho para o seu objetivo final? Como você poderá estar atento a isso, se deixar o "corre, corre" engolir seus pensamentos?
(Continuarei...)
Para isso temos que pensar...
Será que conhecemos o objetivo final do nosso trabalho? Se conhecemos, será que costumamos nos lembrar dele?
Quantas vezes a rotina do dia a dia nos engole com atividades burocráticas que nos distanciam desse significado? Ficamos envolvidos com pequenos afazeres que não fazem o menor significado quando olhamos isoladamente, mas será que sabemos o quanto ele é importante para o resultado final??
Se formos para qualquer UTI de um bom hospital, por exemplo, veremos um monte de profissionais, cada um com um diferente papel. Todos estão ali para dar suporte aos cuidados médicos. Então pensamos que só o médico tem importância. Mas é claro que não é tão simples assim. Se tirarmos o fisioterapeuta, quantos pacientes poderão morrer por complicações respiratórias? Sem a enfermagem, quem vai administrar a medicação e monitorar a cada instante a evolução do paciente? E mesmo a faxineira, a quem pouca importância é dada, será que o papel dela é tão simples assim? Será que se ela não souber da importância de uma limpeza diferenciada, específica para aquele ambiente, mesmo que tudo esteja aparentemente limpo, não poderá existir um grande risco de contaminação?
Se toda a equipe, do médico à faxineira, não tiver claro o objetivo maior que é a saúde do paciente, pequenas ações podem ser negligenciadas e ocasionar risco a esse objetivo maior.
Então, qual a importância do seu trabalho para o seu objetivo final? Como você poderá estar atento a isso, se deixar o "corre, corre" engolir seus pensamentos?
(Continuarei...)
Semana corrida
Oi para todos,
essa semana foi tão atordoada de novidades e correrias que só agora me dei conta que não postei na quarta-feira.
abraços
Daniel
essa semana foi tão atordoada de novidades e correrias que só agora me dei conta que não postei na quarta-feira.
abraços
Daniel
domingo, 27 de setembro de 2009
"Intimidade gera falta de respeito!!!"
Quanto mais conhecemos e amamos uma pessoa, mais sabemos seus pontos fracos e dificuldades, mesmo porque, em muitos momentos, as apoiamos. Então por que falar em falta de respeito? Talvez essa não seja a melhor palavra, mas como foi assim que ouvi essa frase, preferi não modificar. Mas quero falar das situações em que nos magoamos ou nos desentendemos com essas pessoas tão queridas.
Vocês já repararam que, quanto mais e melhor conhecemos alguém, maior a nossa capacidade de dizer aquilo que mais magoa? Mas por que será que fazemos isso? Por pura maldade? Normalmente fazemos isso porque também estamos magoados. Dizemos essas coisas não por acreditar de fato nelas, mas porque, infelizmente, a mágoa que nos atormenta nos impulsiona a retribuir na mesma moeda. São aquelas situações que, em geral, mal terminamos de dizer e já nos arrependemos, mas muitas vezes não conseguimos ou não temos coragem de voltar atrás. Então o que podemos fazer?
Não tenho a pretensão de dar uma resposta, apenas levar as pessoas a pensar e discutir sobre isso. Afinal de contas, o que nos cabe para mudar essa situação? Como transformar esse ciclo de mágoa em amor?
quarta-feira, 23 de setembro de 2009
Cliente X Paciente
Quando estudamos psicologia, sempre participamos da eterna discussão: “nós temos Clientes ou Pacientes?”. A grande crítica ao termo paciente é que a pessoa, para o trabalho da psicologia, não pode ser passivo, pacientemente aguardando a intervenção do profissional*. Ele tem de ser sujeito ativo da sua melhora. Mas também já ouvi que não temos Cliente porque não vendemos um serviço que as pessoas querem, e sim precisa por não estarem bem. Eu particularmente gostaria que as pessoas desejassem os meus serviços.
Desejassem, pois assim temos o objetivo de estarmos melhor, e não apenas nos livrar de um problema. E para que eu deseje alguma coisa, eu tenho quer ser sujeito desse desejo, tenho que buscar os caminhos para alcançá-lo. Mais importante do que definir que termo vamos usar, essa discussão é importante para sabermos que tipo de relação vamos estabelecer.
* Atualmente as ciências da saúde vêm discutindo e adotando esse paradigma.
Desejassem, pois assim temos o objetivo de estarmos melhor, e não apenas nos livrar de um problema. E para que eu deseje alguma coisa, eu tenho quer ser sujeito desse desejo, tenho que buscar os caminhos para alcançá-lo. Mais importante do que definir que termo vamos usar, essa discussão é importante para sabermos que tipo de relação vamos estabelecer.
* Atualmente as ciências da saúde vêm discutindo e adotando esse paradigma.
domingo, 20 de setembro de 2009
Trabalho e Prazer

Ainda não é muito comum, em nossa sociedade, relacionarmos o trabalho ao prazer, mas isso vem se transformando com o tempo. A revista Galileu em sua edição de julho/2009 traz um artigo que fala, entre outras coisas, da necessidade do prazer no trabalho para sobrevivermos às mudanças de mercado que devem ocorrer nas próximas décadas. Eu, particularmente, tenho o privilégio de trabalhar por prazer. Mas isso não me faz trabalhar de graça, afinal, tenho contas a pagar. Faz, sim, com que a felicidade de ver o resultado do meu trabalho me motive mais do que o pagamento recebido.
Nessa perspectiva, para quem ainda não vive essa situação, o que será que pode ser feito? Qual o caminho que pode levar a essa satisfação?
Bem, acima de tudo, temos que saber do que realmente gostamos, quais as coisas que nos dão prazer. Nos conhecer, conhecer nossa realidade e ter o máximo possível de informação a respeito do que nos interessa. Temos que trabalhar com qualidade de vida. Não vou saber citar a fonte desta frase, mas a ouvi em diversos contextos. É mais ou menos assim: 'Faça com prazer e satisfação e o retorno financeiro será conseqüência disso'.
A revista PEGN em sua edição de junho/2009 mostra uma matéria na qual conta a história de um executivo que está transformando seu "hobby" em ganha pão. Mesmo que pareça distante da realidade de algumas pessoas, esse é o caminho que Glauco está traçando. Qual será o seu caminho?
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
EMDR* é manchete no Yahoo
Hoje na página principal do Yahoo tem uma chamada sobre EMDR.
A Psicóloga Adriana de Araújo, de São Paulo, escreveu um artigo com o seguinte título:
EMDR para controle emocional
Técnica pode tratar estresse pós-traumáticos e medos
Vale a pena ler. Passa uma noção da essência do trabalho, de forma simples e clara.
* EMDR - Eye Movement Desensitization and Reprocessing ou
Desensibilização e Reprocessamento por Movimento Oculares (Estimulação Bilateral).
A Psicóloga Adriana de Araújo, de São Paulo, escreveu um artigo com o seguinte título:
EMDR para controle emocional
Técnica pode tratar estresse pós-traumáticos e medos
Vale a pena ler. Passa uma noção da essência do trabalho, de forma simples e clara.
* EMDR - Eye Movement Desensitization and Reprocessing ou
Desensibilização e Reprocessamento por Movimento Oculares (Estimulação Bilateral).
domingo, 13 de setembro de 2009
Caixinha de Surpresas
Por várias vezes, ao compartilhar sobre determinados casos com outros terapeutas, me peguei falando ou ouvindo: “o ser humano é uma caixinha de surpresas”. E essa surpresa aparece de diferentes maneiras.
Por mais experiência que tenhamos, a relação entre o que ocorreu na vida das pessoas e como elas arrastam isso ao longo dos anos, com frequência, nos surpreende. Mas o que mais assusta (positivamente) é a capacidade de modificação dessas relações. Algumas pessoas respondem às nossas intervenções e vão muito além das expectativas que possamos ter. Quando a pessoa realmente se envolve com o processo terapêutico, acreditando e agindo para sua melhora é que essa boa surpresa nos aparece. Afinal de contas, não existe nada melhor para um psicólogo do que ver seus clientes melhorarem e serem mais felizes.
(Imagem retirada do Blog Diário de um Caranguejo)
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Terapia de Patins (EMDR)
Uma vez ouvi o seguinte de um cliente meu: “esse tal de EMDR é como se fosse um patins”. Na hora eu não entendi e tive que perguntar o que ele estava querendo dizer com aquilo.
É lógico que não podemos andar de patins o tempo todo, em todos os lugares, mas, quando podemos, conseguimos percorrer determinada distância muito mais rápido do que caminhando. E era exatamente isso que ele queria dizer, dar alguns saltos no caminho com os patins e, depois, caminhando com calma, pensar em toda a paisagem pela qual se passou e, assim que possível, colocar novamente os patins para um novo percurso acelerado.
É lógico que não podemos andar de patins o tempo todo, em todos os lugares, mas, quando podemos, conseguimos percorrer determinada distância muito mais rápido do que caminhando. E era exatamente isso que ele queria dizer, dar alguns saltos no caminho com os patins e, depois, caminhando com calma, pensar em toda a paisagem pela qual se passou e, assim que possível, colocar novamente os patins para um novo percurso acelerado.
domingo, 6 de setembro de 2009
Espontaneidade e Adequação
Isso até parece um contrassenso!!! Realmente, mas são palavras que, pelo menos para o Psicodrama, são extremamente atreladas. Quando pensamos num ser humano em relação, a qualidade dessa relação é fundamental para a qualidade de vida.
Moreno dizia que fazer o que me vem à cabeça, quando eu bem entender, não é espontaneidade, e sim o adoecimento dela. Assim, pensar que a espontaneidade, para ser efetiva, deve ser adequada, é pensar que esta adequação não está apenas para o outro ou para quem atua, mas sim para a relação estabelecida.
Pensando por exemplo numa situação de trabalho, muitas vezes o espontâneo criativo está na capacidade de dizer ao chefe uma coisa que ninguém teria coragem de dizer, mas de uma forma que ele seja capaz de ouvir, entender e ainda te agradecer.
(Imagem retirada do Blog Jorge Amaral)
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Criar!!! Que bicho é esse??

Tem dias em que a gente se pergunta: "será que existe alguma coisa mais difícil para o ser humano do que mudar?"
É claro que não podemos elencar dificuldades, afinal de contas elas são muito pessoais, mas muitas vezes observamos o quanto as pessoas sofrem ao lidar com a necessidade de uma mudança que, às vezes, não dão conta de realizar.
O que mais assusta é o quanto as crianças são capazes de criar e recriar a realidade, e ao envelhecermos, ficamos cada vez mais rígidos, mais conservados*. Será que queremos nos tornar estátuas vivas? Acredito que a maioria de nós dirá que não.
Ver uma pessoa libertando-se dessa couraça e abrindo-se à possibilidade de criar, arriscando-se de forma espontânea na vida, é um dos melhores retornos que um terapeuta pode ver em seus clientes. Pois a possibilidade de criar pode ser o melhor combustível para a qualidade de vida das pessoas.
* Conservado, para o Psicodrama, é qualquer coisa definida, pronta. Elas são muito úteis, mas se tornam um problema quando tentamos aplicá-las em qualquer situação onde elas podem não ser a melhor saída.
(Imagem retirada do Blog do Frid)
domingo, 30 de agosto de 2009
Viver
Quando eu morrer
pense apenas isso de mim:
que eu vivi
como os humanos vivem,
nem sempre sabiamente,
nem sempre muito bem,
mas vivi.
Zerka Moreno
(Cantos de amor à vida 1995)
E há algo mais importante do que viver?
Viver, experimentar.
Se não tentamos, não vivemos.
Mas se tentamos,
conseqüentemente erraremos vez ou outra.
E qual o grande medo nisso?
Por que nos exigimos tanto a ponto de termos tanto medo de errar?
Precisamos correr mais riscos,
ter mais coragem,
mais companheirismo uns com os outros.
Não precisamos nada mais que isso,
precisamos apenas viver!
pense apenas isso de mim:
que eu vivi
como os humanos vivem,
nem sempre sabiamente,
nem sempre muito bem,
mas vivi.
Zerka Moreno
(Cantos de amor à vida 1995)
E há algo mais importante do que viver?
Viver, experimentar.
Se não tentamos, não vivemos.
Mas se tentamos,
conseqüentemente erraremos vez ou outra.
E qual o grande medo nisso?
Por que nos exigimos tanto a ponto de termos tanto medo de errar?
Precisamos correr mais riscos,
ter mais coragem,
mais companheirismo uns com os outros.
Não precisamos nada mais que isso,
precisamos apenas viver!
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Dia do Psicólogo
Ontem, dia 27 de agosto, foi o dia do psicólogo.
Eu nem tinha pensado em falar sobre isso no blog, mas hoje li um texto a respeito que me tocou, então vou reproduzir apresar de não conhecer o autor:
"Ser psicólogo é uma imensa responsabilidade.
Não apenas isso é também uma notável dádiva.
Desenvolvemos o dom de usar a palavra, o olhar, expressões, e até mesmo o silêncio.
A capacidade de tirar lá de dentro o melhor que temos para cuidar, fortalecer, compreender e aliviar.
Ser psicólogo é um ofício tremendamente sério.
Mas não apenas isso, é também um grande privilégio.
Pois não há maior que o de tocar no que há de mais precioso e sagrado em um ser humano: seu segredo, seu medo, suas inquietações, suas alegrias e seus prazeres. Somos psicólogos e trememos diante da constatação de que temos instrumentos capazes de favorecer o bem ou o mal, a construção ou a destruição.
Mas ao lado disso, desfrutamos de uma inefável bênção que é poder dar a alguém o toque, a chave que pode abrir portas para a realização de seus mais caros e íntimos sonhos..."
(Walmir Monteiro)
Eu nem tinha pensado em falar sobre isso no blog, mas hoje li um texto a respeito que me tocou, então vou reproduzir apresar de não conhecer o autor:
"Ser psicólogo é uma imensa responsabilidade.
Não apenas isso é também uma notável dádiva.
Desenvolvemos o dom de usar a palavra, o olhar, expressões, e até mesmo o silêncio.
A capacidade de tirar lá de dentro o melhor que temos para cuidar, fortalecer, compreender e aliviar.
Ser psicólogo é um ofício tremendamente sério.
Mas não apenas isso, é também um grande privilégio.
Pois não há maior que o de tocar no que há de mais precioso e sagrado em um ser humano: seu segredo, seu medo, suas inquietações, suas alegrias e seus prazeres. Somos psicólogos e trememos diante da constatação de que temos instrumentos capazes de favorecer o bem ou o mal, a construção ou a destruição.
Mas ao lado disso, desfrutamos de uma inefável bênção que é poder dar a alguém o toque, a chave que pode abrir portas para a realização de seus mais caros e íntimos sonhos..."
(Walmir Monteiro)
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Caso Rozângela Alves Justino
Muito se tem falado da Psicóloga que recebeu uma censura pública do Conselho Federal de Psicologia e cedeu recentemente entrevista à revista VEJA (Edição 2125,12/08/2009). Fora todo o sensacionalismo, a exemplo de termos como "ditadura gay", gostaria de fazer uma pequena consideração.
Concordo quando ela diz que muitas pessoas que sentem desejo por indivíduos do mesmo sexo sofrem com isso e, por esse sofrimento, muitas vezes querem "deixar de ser" homossexuais. O grande problema está no pressuposto de que sentir desejo pelo mesmo sexo é errado e que a pessoa deve ser curada. Pode até ser que, com o processo terapêutico, alguns decidam oprimir este "lado", ou quem sabe até o desejo venha de algum tipo de distorção aprendida. Mesmo que isso seja verdade, mesmo que o cliente procure terapia para deixar de ser gay, isso não pode ser um ponto definido na terapia.
O processo psicoterápico deve ter como meta levar a pessoa a viver melhor com consigo mesma e com os outros. O caminho a seguir só poderá ser construído durante a psicoterapia. Não devo partir do ponto que ele deve se aceitar (mesmo que esse seja o processo mais comum), nem que ele deva deixar de sentir desejo ou repreender seus comportamento homoeróticos. Psicoterapia é antes de tudo auto-conhecimento, para que a pessoa tenha condições de escolher e buscar alternativas para uma vida melhor.
(Imagem retirada de Veja)
EMDR
Este post é apenas para compartilhar com colegas profissionais de EMDR os arquivos de estimulação bilateral.
EMDR_mp3_beep1.zip
EMDR_mp3_drop1.zip
Ao descompactar vocês encontrarão um arquivo de instruções.
Qualquer dúvida me escrevam.
EMDR_mp3_beep1.zip
EMDR_mp3_drop1.zip
Ao descompactar vocês encontrarão um arquivo de instruções.
Qualquer dúvida me escrevam.
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Cuidar do Cuidador

Essa é uma questão que anda em alta ultimamente, mas será que é apenas porque o cuidador merece ser bem tratado? Porque ele também é "gente"??
Acredito que vá muito além disso, principalmente quando pensamos em um cuidador que é membro da Família. Muitas vezes, quando alguém se propõe a cuidar de um parente, seja uma criança com necessidades especiais, um idoso, doente terminal ou um paciente temporariamente acamado ou dependente, essa pessoa tem de reorganizar sua vida em função deste cuidado. Isso gera um desgaste muito grande. Como muitas vezes se pensa "será por pouco tempo" as renúncias acabam sendo maiores do que deveriam, e muitas vezes esse "pouco tempo" se estende mais do que o esperado. Daí a importância de "cuidar do cuidador". Tanto o suporte necessário do restante da família, quanto ao auto-cuidado.
Se queremos cuidar de alguém é porque nos importamos com essa pessoa e, provavelmente, ela conosco. Como poderemos fazer bem ao outro se, para isso, estamos fazendo mal a nós mesmos? A qualidade de vida deve ser conquistada em seu sentido amplo, para nós e para quem está a nossa volta.
(Imagem retirada do Blog DIVAGAÇÕES...)
Não Resisti
Como alguns textos já estão prontos, e eu estava apenas esperando a data de lançamento, resolvi me antecipar e começar as postagens hoje.
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Faltam 7 dias para começar as postagens,
como prévia, coloquei uma poesia do Moreno que expressa alguns dos conceitos-chave de sua teoria.
Espero que gostem.
Espero que gostem.
Divisa
Mais importante do que a ciência é o seu resultado,
Uma resposta provoca uma centena de perguntas.
Mais importante do que a poesia é o seu resultado,
Um poema invoca uma centena de atos heróicos.
Mais importante do que o reconhecimento é o seu resultado,
o resultado é dor e culpa.
Mais importante do que a procriação é a criança.
Mais importante do que a evolução da criação é a evolução do criador.
Em lugar de passos imperativos, o imperador.
Em lugar de passos criativos, o criador.
Um encontro de dois: olhos nos olhos, face a face.
E quando estiveres perto, arrancar-te-ei os olhos
e colocá-los-ei no lugar dos meus;
E arrancarei meus olhos
para colocá-los no lugar dos teus;
Então ver-te-ei com os teus olhos
E tu me verás com os meus.
Assim, até a coisa comum serve o silêncio
E nosso encontro permanece a meta sem cadeias:
O Lugar indeterminado, num tempo indeterminado,
A palavra indeterminada para o Homem indeterminado.
Jacob Levy Moreno
(Psicodrama 1987)
Uma resposta provoca uma centena de perguntas.
Mais importante do que a poesia é o seu resultado,
Um poema invoca uma centena de atos heróicos.
Mais importante do que o reconhecimento é o seu resultado,
o resultado é dor e culpa.
Mais importante do que a procriação é a criança.
Mais importante do que a evolução da criação é a evolução do criador.
Em lugar de passos imperativos, o imperador.
Em lugar de passos criativos, o criador.
Um encontro de dois: olhos nos olhos, face a face.
E quando estiveres perto, arrancar-te-ei os olhos
e colocá-los-ei no lugar dos meus;
E arrancarei meus olhos
para colocá-los no lugar dos teus;
Então ver-te-ei com os teus olhos
E tu me verás com os meus.
Assim, até a coisa comum serve o silêncio
E nosso encontro permanece a meta sem cadeias:
O Lugar indeterminado, num tempo indeterminado,
A palavra indeterminada para o Homem indeterminado.
Jacob Levy Moreno
(Psicodrama 1987)
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